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Terra Blog

20.10.08

Professores usam blogs para educar

Colegas da turma de didática, achei muito interessante essa reportagem, pois trata-se da utilização de blogs por professores de ensino médio, como recurso pedagógio. Não deixem de ler.  Professores x Blogs 
  • criado por  lilo70 criado por lilo70
  • Postado em 19:22:58

07.10.08

Paulo Freire I



Pena que li o livro de forma tão rápida.  Ao longo desses anos, tenho ouvido falar de um brasileiro maravilhoso, famoso no mundo todo, mesmo valorizado no Brasil,  chamado Paulo Freire.

O incrível é que, embora goste muito de ler, nunca me interessei em lê-lo. Parecia-me um autor por demais "glorificado", e por isso, de uma certa forma isso me assustava.  Porém ao lê-lo, por obrigação, descobri muitas coisas, muitas belezas.

O gostoso de ler o primeiro capítulo do livro Pedagogia da Autonomia é que os exemplos de nossa aula de Didática da Professora Bete,  estão lá, seja ou não, nas experiência pessoais do autor (aprovação do seu antigo professor). O segundo capítulo nos ratifica a importância do "ser inacabado" comentado, também, em sala de aula. A importância da percepção de que tanto o educador quanto o educando são seres inacabados, em processo de evolução permanente. O grande diferencial deste conceito, é sua consciência de produtos inacabados...

Ao ler a frase "... a verdadeira violência é a miséria, a fome", recordei-me de uma trilogia chamada Os Subterrâneos da LIberdade, de Jorge Amado, que li a muito, muito tempo atrás. Em um desses livros, o autor foi "formando o personagem, a partir de seu processo de alfabetização, sob o aspecto construtivista. Recordo-me, em termos gerais, que à época, identifiquei claramente a força com que o processo de construção de seu saber, levou o personagem a um nível de conscientização extremo, inclusive com alteração de seus comportamento, sociais e principalmente, político.

A verdade é que ao lermos Pedagogia da Autonomia, vem uma enorme vontade de buscar novos conhecimentos na área pedagógica, especialmente, sob o enfoque de Paulo Freire.
Tenho um cunhado que faz poesia e adora participar de concursos de poesia e contos. Recentemetne, ele foi selecionado em uma concursos e eu, confesso envergonhada que não cheguei a ler essa sua última poesia, vencedora. Pois é, ela trata de Paulo Freire. E ao lê-la, agora, tive a impressa de estar relendo o livro "Pedagogia da Autonomia".

ESTÁ FALTANDO PAULO FREIRE
             ou
VOVÓ NÃO VIU A UVA

Bela capital
Nasci

Nasci sem vovó ver nenhuma uva
Quando ela vivia, pouco via feijão
Não que tivesse a vista turva
Era porque o dinheiro não dava, não

Nenhum capital
Eu vi

Mas eu tinha que escrever dispois
“Vovó viu a uva” e ela ria de chorar
- Queria ver era farinha, galinha e arroz
- Queria ver fartura até engordar

Questão capital
Vivi

Um dia mostraram pros doutores
Que “Rato não rói roupa de rei”
A educação ficou nos estertores:
- Quem é você para mudar a lei?

Pena capital
Cumpri

Você quer ensinar ou dar de comer?
Alfabetizar sim! Não pode é pensar!
Coisa conhecida não pode querer ver
Pois daqui a pouco vai querer cozinhar!

Até que afinal
Morri

E a vovó não viu a uva, educação ou milho,
Auriverde pendão que brota da minha terra,
Que quer ver a uva na boca de seu filho
Na escola que até a alfabetização enterra

Bela capital
Nasci
Nenhum capital
Eu vi
Questão capital
Vivi
Pena capital
Cumpri
  • criado por  lilo70 criado por lilo70
  • Postado em 23:13:43

14.09.08

Criando Oportunidade de Aprendizagem Continuada

Em substituição aos fatores tradicionais de produção como a mat´´eria prima, o trabalho e o capital, o conhecimento assumiu papel de destaque na sociedade. 

A velocidade das mudanças que estão ocorrendo na sociedade globalizada, exige que a escola convencional seja repensada, urgentemente.

O autor defende a expansão do coneito de aprendizagem,que deverá se tornar uma atividade contínua, iniciando-se nos primeiro minutos de vida do indivíduo e estendendo-se ao longo dela.
Para tanto, a escola deverá criar condições para alterar os paradigmas atual da educação - de transferência de conhecimento - pois os alunos deverão sair da posição de receptores-passivos da informação, via professores e livros e tornarem-se em ativos-caçadores - desenvolvimento da habilidade de aprendizagem que auxiliam as pessoas a aprenderem a buscar a informação e aprender como usá-la.
Obviamente, os dois processos comentados anterioremente, podem se alternar ao longo da vida de um ser humano. O importante é difundi-lo, gradualmente, por meio da transformação dos processos adotados pelas escolas brasileiras, em atendimento à demanda da sociedade, pois o não-atendimento dessas novas tendências acarretará descompasso entre a vida acadêmica dos alunos e os anseios do mercado de trabalho.
Esse descompasso fragilizará o papel da escola junto à sociedade, por estar ratificando o futuro profissional como receptor-passivo, ao invez de caçador-ativo. Sendo que com o processo irreversível de globalização, a escola estará formando profissionais defasados ou não-preparados para o mercado de trabalho e para a vida.
  • criado por  lilo70 criado por lilo70
  • Postado em 21:31:23

Sorriso de Monalisa


A professora do curso de Didática solicitou que comentássemos sobre o filme "O Sorriso da Monalisa", visto no dia 03/09/2008, em sala de aula.

O objetivo era fazer uma análise do referido filme sob o enfoque aspectos didáticos-pedagógicos dos métodos adotados pelo E
llesley, colégio  tradiconal dos Estados Unidos da América. Em primeiro plano, destaca-se a professora Júlia Roberts e os demais personagens. Sendo esta  primeira de visão liberal e os demais ssendo caracterizados como tradiconalistas.

Para compreendermos a contextualização do filme, é necessário entendermos que a década de 50, foi fertil em alterações dos paradigmas femininos, seja no campo sexual, profissional ou familiar.


Em termos finais, o filme deixa em aberto o questionamento em relação ao posicionamento da professora, quando pressionada a ficar na instituição de ensino, desde que se submeta à ideologia seguida por entidade.


  • criado por  lilo70 criado por lilo70
  • Postado em 12:02:20

28.02.08

A importância das avos


A menopausa é um período de mudanças e de reflexão. Algumas mulheres a vêem negativamente, pois ela marca o fim da capacidade de reprodução, outras a vêem como uma bênção. Na nossa cultura tradicional, o fim da maternidade é como se fosse o fim da função primordial da mulher, algo injusto e incorreto.
Até recentemente, a menopausa era considerada um paradoxo genético, por ser um gene ou conjunto de genes que reduzia o número de filhos que uma mulher poderia ter. Uma mulher que tem seis ou sete filhos até morrer deixará mais descendentes do que uma mulher que deixa somente cinco, devido ao fim da ovulação.
Mas na espécie humana ocorreu justamente o contrário. As primeiras mulheres a transmitir o "gene" da menopausa deixaram muito mais descendentes, algo muito intrigante. Na realidade, a menopausa foi uma evolução positiva para a mulher e para a humanidade, porque basicamente ela tem a função de transformar uma mãe em uma avó. A menopausa, ao contrário de ser uma falha, deveria ser considerada uma evolução importante da espécie humana, ao lado da postura ereta, do uso do polegar, do desenvolvimento da linguagem e do descobrimento do fogo. Com o aumento do período de maturação das crianças, as mulheres passaram a ficar cada vez mais assoberbadas com cada filho adicional. Por isso, o surgimento de uma outra mulher para ajudar foi uma enorme evolução, já que os homens desde o início da humanidade não se preocupavam tanto com crianças.
Mesmo que naquela época as avós morressem cedo, poucos anos após a menopausa, uma diferença de cinco anos já garantia uma vantagem genética significativa.
Essa hipótese da importância das avós, levantada por C.G. Williams em 1957, é contestada por muitos, e provavelmente nunca saberemos o que de fato ocorreu. Uma possibilidade é que essas avós tenham passado a exercer a função de babás das crianças mais velhas, sem sair da caverna, protegendo os netos dos leões. Os sintomas de calor que vêm com a menopausa, especialmente no sufocante continente africano, podem ter sido uma forma de obrigá-las a ficar estacionárias. O mesmo teria ocorrido com os sintomas da osteoporose, que reduzem rapidamente a mobilidade da mulher.
Parte do nosso sucesso como humanos é devida ao surgimento das avós, ao seu carinho e dedicação altruísta ao ajudar as filhas na dura tarefa de criação dos netos. Por essa razão, mulheres que desenvolveram a menopausa tiveram mais netos do que as mulheres que reproduziram até morrer, e netos com mais chances de sobreviver. Sem avós, eles estariam perdidos.
Muitas mulheres que se sentem desconfortáveis com a inevitabilidade da menopausa esquecem as raízes genéticas do processo e o recado que ele traz. A menopausa é o sinal de que chegou o momento de se preparar para ser uma avó carinhosa e prestativa, como antigamente. Homens não desenvolveram o gene da menopausa. A tão falada andropausa necessariamente não gera um avô. Não tira a capacidade de reprodução, não os obriga a uma pausa e à reflexão. Em vez de assumirem a função de avôs, muitos homens decidem ser pais novamente com uma nova mulher. Perde o novo filho, que não terá um avô, muitas vezes já falecido. Ou talvez ganhe mais um avô do que um pai, embora a maioria não aceite essa visão. Alegam que não estão envelhecendo, nós é que vivemos com a mesma mulher. Perdem também os netos do primeiro casamento, que não terão o avô presente como os avôs de antigamente.
Na mulher, a menopausa deixa essa questão bem clara, sem dúvidas ou interpretações. Ela passa a ser avó, o que de fato é uma transição, mas uma transição para melhor. Se você acha que a menopausa vai diminuí-la, que você será menos mulher, fique tranqüila. Você estará é passando para um estágio superior, você estará transcendendo. Passará a ser uma avó, cujo surgimento foi um dos eventos mais importantes que a espécie humana produziu, e uma das razões de nosso sucesso como espécie.
Só temos a agradecer o surgimento das avós, que cuidaram de nós com carinho e dedicação, em vez de cuidar de mais uma penca de filhos próprios. Nosso muito obrigado a elas.
Stephen Kanitz é formado pela Harvard Business School (www.kanitz.com.br)
Editora Abril, Revista Veja, edição 1987, ano 39, nº 50, 20 de dezembro de 2006, página 30
  • criado por  lilo70 criado por lilo70
  • Postado em 17:30:52