
Pena que li o livro de forma tão rápida. Ao longo desses anos, tenho ouvido falar de um brasileiro maravilhoso, famoso no mundo todo, mesmo valorizado no Brasil, chamado Paulo Freire.
O incrível é que, embora goste muito de ler, nunca me interessei em lê-lo. Parecia-me um autor por demais "glorificado", e por isso, de uma certa forma isso me assustava. Porém ao lê-lo, por obrigação, descobri muitas coisas, muitas belezas.
O gostoso de ler o primeiro capítulo do livro Pedagogia da Autonomia é que os exemplos de nossa aula de Didática da Professora Bete, estão lá, seja ou não, nas experiência pessoais do autor (aprovação do seu antigo professor). O segundo capítulo nos ratifica a importância do "ser inacabado" comentado, também, em sala de aula. A importância da percepção de que tanto o educador quanto o educando são seres inacabados, em processo de evolução permanente. O grande diferencial deste conceito, é sua consciência de produtos inacabados...
Ao ler a frase "... a verdadeira violência é a miséria, a fome", recordei-me de uma trilogia chamada Os Subterrâneos da LIberdade, de Jorge Amado, que li a muito, muito tempo atrás. Em um desses livros, o autor foi "formando o personagem, a partir de seu processo de alfabetização, sob o aspecto construtivista. Recordo-me, em termos gerais, que à época, identifiquei claramente a força com que o processo de construção de seu saber, levou o personagem a um nível de conscientização extremo, inclusive com alteração de seus comportamento, sociais e principalmente, político.
A verdade é que ao lermos Pedagogia da Autonomia, vem uma enorme vontade de buscar novos conhecimentos na área pedagógica, especialmente, sob o enfoque de Paulo Freire.
Tenho um cunhado que faz poesia e adora participar de concursos de poesia e contos. Recentemetne, ele foi selecionado em uma concursos e eu, confesso envergonhada que não cheguei a ler essa sua última poesia, vencedora. Pois é, ela trata de Paulo Freire. E ao lê-la, agora, tive a impressa de estar relendo o livro "Pedagogia da Autonomia".
ESTÁ FALTANDO PAULO FREIRE
ou
VOVÓ NÃO VIU A UVA
Bela capital
Nasci
Nasci sem vovó ver nenhuma uva
Quando ela vivia, pouco via feijão
Não que tivesse a vista turva
Era porque o dinheiro não dava, não
Nenhum capital
Eu vi
Mas eu tinha que escrever dispois
“Vovó viu a uva” e ela ria de chorar
- Queria ver era farinha, galinha e arroz
- Queria ver fartura até engordar
Questão capital
Vivi
Um dia mostraram pros doutores
Que “Rato não rói roupa de rei”
A educação ficou nos estertores:
- Quem é você para mudar a lei?
Pena capital
Cumpri
Você quer ensinar ou dar de comer?
Alfabetizar sim! Não pode é pensar!
Coisa conhecida não pode querer ver
Pois daqui a pouco vai querer cozinhar!
Até que afinal
Morri
E a vovó não viu a uva, educação ou milho,
Auriverde pendão que brota da minha terra,
Que quer ver a uva na boca de seu filho
Na escola que até a alfabetização enterra
Bela capital
Nasci
Nenhum capital
Eu vi
Questão capital
Vivi
Pena capital
Cumpri